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Telefónica terá ganhos de eficiência de US$ 5 bi com união Vivo-Telesp
A Telefónica calcula que a integração das operações Vivo e da Telesp/Telefônica no Brasil suporá ganhos de sinergia de entre US$ 4,290 bilhões e US$ 5,070 bilhões, segundo a apresentação enviada hoje à Comissão Nacional da Bolsa de Valores (CNMV), órgão espanhol equivalente à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) brasileira.

Nos números oferecidos à CNMV estão incluídas as sinergias operativas pela união dos negócios, os lucros da integração no modelo de gestão da Telefónica, assim como a união fiscais e financeiras.

O diretor financeiro da Telefónica, Santiago Fernández Valbuena, assinalou que a compra gerará sinergias "significativas" e expressou sua satisfação com o acordo de compra que lhe permitirá "capturar o potencial do mercado brasileiro".

Na apresentação para os analistas, a operadora detalha que espera fechar a primeira fase da compra da Vivo no final de setembro, após a aprovação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O prazo final para o acordo termina em 31 de outubro.

Depois, a operadora mantém sua intenção de lançar uma oferta pelo resto das ações ordinárias da Vivo, em torno de 3,8% do capital, por 800 milhões de euros.

Calcula-se que com a integração da Vivo e da Telesp a Telefónica se transformará na primeira operadora no Brasil em número de acessos, com 69,2 milhões no fechamento do primeiro trimestre de 2010; e por lucros, com 11,8 bilhões de euros em 2009.

NEGÓCIO

Após meses de negociações, a Telefónica fechou um acordo para comprar a participação da Portugal Telecom na Vivo por 7,5 bilhões de euros. O negócio foi possível porque a operadora portuguesa anunciou a compra de 22,4% de participação na operadora brasileira Oi,com investimentos de R$ 8,4 bilhões.

Essa foi a solução encontrada pela PT para permanecer no mercado brasileiro com a venda da participação na Vivo para o grupo espanhol. As duas tinham 30% cada de participação na operadora de telefonia móvel.

A Folha apurou que a operação entre Portugal Telecom e Oi exigirá aportes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Socaial) para que a empresa brasileira possa manter o controle nacional da empresa.

A Oi tem 57,7 milhões no Brasil. A empresa tem 49% da fatia dividida entre BNDES e outros fundos de pensões, além de participações da Andrade Gutierrez e da La Fonte Telecom, que pertence a família Jereissate.


Notícia Postada em 29/07/2010 Fonte: Folha on Line

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